FIDEL continua sendo VIDA.Photo: Estudio Revolución

Amanhece. Santa Ifigenia, esse sagrado local da Pátria tem pegadas profundas; a partir do domingo, 4 de dezembro, será também espaço de tributo ao eterno Comandante-em-chefe da Revolução cubana

05/12/2016 19:16

 Autor:  | internet@granma.cu

Photo: Estudio Revolución

SANTIAGO DE CUBA.— Amanhece. Santa Ifigenia, esse sagrado local da Pátria tem pegadas profundas; a partir do domingo, 4 de dezembro, será também espaço de tributo ao eterno Comandante-em-chefe da Revolução cubana.

Muito perto do Mestre sobressai a imponente pedra de granito cinzento, em cujo interior descansarão as cinzas de Fidel, custodiadas pelos nichos dos mártires de 26 de Julio e o panteão dos que morreram pelo internacionalismo.

A poucos metros do incólume monólito foi inscrito em bronze o conceito de Revolução, expresso por Fidel em 1º de maio de 2000.

O general-de-exército Raúl Castro Ruz, junto aos membros do Bureau Político do Comitê Central do Partido, o comandante da Revolução Guillermo García Frías, familiares, companheiros de luta, convidados, amigos… vieram prestar tributo póstumo ao eterno líder.

Photo: Estudio Revolución

Silêncio. O carro que transporta as cinzas de Fidel chegou a Santa Ifigenia. Sob a imensa bandeira que tremula a metade da haste para o cortejo fúnebre que percorreu mais de mil quilômetros desde que saísse de Havana, em 30 de novembro passado.

No Mausoleu a Martí, Raúl e os dirigentes do Partido antes mencionados depositam flores brancas. A primeira homenagem do dia é para o Herói Nacional, ao inspirador das ideias de Fidel, para o autor intelectual do Moncada.

Depois, começa a solene cerimônia de inumação. Dalia, a esposa, traz a pequena urna que guarda as cinzas do Comandante-em-chefe.

Frente ao nicho, fiel, como sempre, aguarda Raúl, quem deposita a urna no coração da rocha, como acariciando o amado irmão de sangue e de lutas. A lápide de mármore verde que cerra o nicho leva gravada com letras de bronze o nome: FIDEL.

A saudação militar do general-de-exército faz tremar; é seu derradeiro adeus ao líder indiscutível da Revolução Cubana. A corneta ressoa e nosso glorioso hino nacional rasga o silêncio, acompanhadas de 21 salvas de artilharia em honra do máximo líder da Revolução cubana.

O toque a corneta impõe o silêncio. Então Fidel parece que está de volta à vida, irrompe com sua voz pausada, firme, inquebrantável, o conceito de Revolução com o qual a Pátria nos vem inspirar outra vez.

Passos marciais invadem a quietude que foi quebrada. Começa a cerimônia de revezamento da guarda ao Herói Nacional, na qual se incorpora a primeira guarda de honra, que a partir desse momento custodiará para sempre nosso invicto Comandante-em-chefe.

O presidente cubano deposita depois uma rosa branca na póstuma morada do líder; depois o fazem os membros do Bureau Político e o Comandante-da-Revolução Guillermo García Frías.

A seguir, a família coloca também rosas brancas. Seguem os convidados à cerimônia, entre eles presidentes, líderes e amigos chegados de todos os confins do planeta para compartilhart também este momento de dor em nossa Pátria.

Silêncio; sempre silêncio. Uma tristeza estranha circunda, não é uma dor simples, é uma dor profunda, infinita, sem tamanho. Santa Ifigenia dói, mas a partir deste solene lugar de repouso Fidel continua sendo luz, amanhecer, semente, exemplo… vida.

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