EXCLUSIVO: O impeachment de Collor 20 anos depois em Livro de Mino Pedrosa.

30/05/2012 16:03

Quando se está diante de um fato é preciso tomar decisões que só serão contadas posteriormente. No calor dos acontecimentos muitas vezes não percebemos que estamos escrevendo a história. Ou pior, estamos dentro dela. E só vamos saber disso depois! Leia agora  a 1a Parte, de uma série, do livro: COLLOR: O IMPEACHMENT DE FATO!, 20 anos depois.
 
COLLOR: O IMPEACHMENT DE FATO
 
Em 89 quando estava no Globo fui escalado como 
fotógrafo para cobrir a campanha de Fernando Collor de 
Melo à Presidência da República. Como tinha um perfil 
investigativo ficava parado na porta da Casa da Dinda. 
Passei noites inteiras e várias vezes flagrei aquele que 
seria o primeiro presidente eleito pelo voto direto após 
o Governo Militar em seus encontros políticos secretos.
Eu e o repórter fotográfico  Orlando Brito, da revista 
Veja, tínhamos regalias que outros repórteres não 
tinham. Collor reconhecia o esforço de nosso trabalho.
Entravamos na casa da Dinda para beber água, tomar 
suco, enquanto outros colegas da imprensa ficavam em 
locais restritos sem acesso  a casa. Com isso, fiz 
amizade com o capitão Dário, PM de Alagoas e ajudante 
de ordens de Collor. 
Eu tinha o telefone vermelho da  Casa Dinda. Aquele 
que somente Collor e Dário atendiam. Nunca poderia 
imaginar que aquele número fosse definitivo no 
convencimento do depoimento do motorista Eriberto 
França, que culminou com o impeachment de Collor.
 
Mino Pedrosa
 
Brasília, 29 de maio de 2012
 

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