PÚBIS

Deito sobre a púbis do caos e sinto o tremor da noite: orgasmos noturnos, confusão poética. (Imagem: Marta Macha)

EN-QUANTO ESPERA

Desde a ultima eternidade arrastada nas retinas em direção ao relógio se passaram infinitos cinco minutos mudos (das angústias imediatas de primeiro grau) (imagem: Egon Schiele -Totes Mädchen – 1910)

RIO, RISO

  A imensidão daquele olhar miúdo deságua na margem do meu riso, rio Afogo o fardo, anti-magoa Afago-amor, percorro tuas águas beiro a loucura, a nado Deságua  na imensidão de meu rio, riso desarma mágoa maré alta acalma

Ápice

   Gozo entre-lábios:      fio de luz es-corre                                             na eufórica        poesia

Mãos e riso

À beira de meu absurdo A solidão Insone Consome tua ausência Grão a grão À noite no íntimo de meu sexo Mãos e riso Insones Corrompem a solidão Gozo a gozo (Fotopoema: Marcos Henrique Manipulação: Ana Lú)

Ar-dor

Da janela Ele lança (chama) Seu olhar Sobre Ela