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03/11/2015 14:35
Cine Clube Pra?a do Rel?gio Apresenta:Document?rio-- Nascidos em Bord?is: crian?as da luz vermelha de Calcut?.Hoje:22Horas Galeria Olho de ?guia.

--O Espaço Cultural Olho de Águia abre mais uma frente cultural. Todas as terças feiras exibiremos Documetarios.

 
O Cine Clube não tem presidência,estatuto,tesouraria e nem diretoria.tendo o compromisso de divulgar e fomentar a produção de curtametragistas e documentaristas do DF.

 

O documentário ganhador do Oscar mostra a vida das crianças do bairro da Luz Vermelha, em Calcutá. O aparente enriquecimento da Índia deixa de lado os menos favorecidos. Nesse contexto, os menos privilegiados são as crianças filhas de prostitutas do bairro mais pobre da cidade. Porém, ainda há esperanças. Os documentaristas Zana Briski e Ross Kauffman procuram essas crianças e munidos de câmeras fotográficas pedem para ele fazerem retratos de tudo que lhes chama a atenção. Enquanto as crianças vão descobrindo essa nova forma de se expressar, os cineastas lutam para poder dar mais esperança e uma vida melhor as essas crianças, para as quais a pobreza é a maior ameaça à realização dos sonhos

Gênero: Documentário

Direção: Ross Kauffman, Zana Briski

Roteiro: Ross Kauffman, Zana Briski

Produção: Ross Kauffman, Zana Briski

Fotografia: Ross Kauffman, Zana Briski

Trilha Sonora: John McDowell

Duração: 85 min.

Ano: 2004

 

 Nascidos em Bordéis (dos diretores Zana Briski e Ross Kauffman - 2004) é um documentário que relata a  vida cotidiana no distrito da Luz Vermelha, Calcutá. O filme é dedicado às mulheres e crianças que sobrevivem neste distrito/favela/bordel. Como fotógrafa, Zana Briski está engajada no uso da arte para a denúncia social. Ela escolheu como foco as mulheres que tem por herança, após gerações a "profissão" de prostitutas. Como cenário temos a prostituição, tráfico de drogas e bebidas ilícitas, violência, sujeira e pobreza. E por extensão as crianças, filhas e filhos dessas mulheres. Suas famílias.

Briski se muda de Nova Iorque para o distrito da Luz Vermelha e fica morando com as prostitutas durante alguns anos. Ela é surpreendida pela curiosidade das crianças em ver como funciona uma câmera fotográfica, tirar fotos, serem fotografadas... e daí surge a ideia de que as crianças munidas de câmeras fotográficas pudessem  retratar tudo que lhes chama-se a atenção, com o olhar delas. Zana resolve ensiná-las a fotografar e os resultados são emocionantes. E enquanto as crianças vão descobrindo essa forma de se expressar, os cineastas lutam para poder dar mais esperança e uma vida melhor a essas crianças, para as quais a pobreza é a maior ameaça à realização dos sonhos.

Zana acompanha nove crianças nascidas no bordel, e acaba se tornando professora, assistente social e amiga delas. A fotógrafa conseguiu levar as fotos capturadas pelas crianças a leilões em Nova York, realizou exposições na própria Índia, além de levar o menino Avijit a Amsterdã, para participar de um projeto internacional.

Através das fotos tiradas pelas crianças pode-se observar a devastação e a beleza de suas histórias, suas angústias em relação ao futuro, o modo como eles lidam com a infância, suas perspectivas de vida, assim como a descoberta de um novo mundo, um novo horizonte. Enquanto isso, os cineastas tentam traçar um futuro melhor para elas.

Por vezes triste e à beira do desespero, noutros momentos mais espirituoso e reluzente, cru e sensível, o documentário evidencia as débeis condições de vida da população daquele bairro, expondo em particular os dilemas de um grupo de crianças forçadas a vivenciar as complexidades da idade adulta desde muito cedo.

Tudo conspira para que essas crianças tenham uma droga de futuro. As meninas provavelmente também entrarão para a prostituição e os garotos terão de continuar a trabalhar em subempregos pelo resto de suas vidas. Briski dá a essas crianças muito mais que uma câmera fotográfica, elas ganham voz e esperança através da fotografia. E nós somos levados a enxergar o mundo pelos seus olhos e partilhar de suas vidas. Briski consegue um modo de melhorar as condições de vida dessas crianças, ela é movida por um sentimento de compaixão.

É interessante ver que essas crianças, mesmo sem nunca terem visto ou manuseado uma câmera, conseguem tocar e emocionar a gente com as suas fotografias. Muitas dilacerantes de tão tristes e por vezes carregadas de um otimismo que só as crianças têm. Mesmo com as péssimas condições de vida elas se empenham e acreditam no que estão fazendo, a fotografia é um momento de lazer e felicidade, apesar de elas a levarem muito a sério, é uma forma de “esquecer” as precárias condições em que vivem.Fazer com que essas crianças se sintam felizes, mesmo que por algumas horas, é uma grande recompensa. Mesmo com toda a condição em que vivem elas conseguem transmitir alegria e otimismo.

Ele nos faz questionar sobre o que aquele pequeno objeto(a câmera fotográfica)poderia trazer para aquelas crianças? A auto-descoberta. Mesmo em um ambiente pesado, pude perceber várias fotos de diversos ângulos com situações de ludicidade. Para que as crianças pudessem tirar fotos, seria necessária uma integração das crianças com a câmera, através da mediação da fotógrafa, as crianças conseguiram com rara beleza plástica, fotos belíssimas.

Aprender a ver suas vidas de acordo com o que viam pela câmera, esta foi a sacada principal da ideia do projeto social. Fazer com que os aprendizes a fotógrafos conseguissem enxergar o que antes eles não percebiam. Cada cena daquela, retratada nas fotografias, faziam parte de um roteiro que eles conheciam muito bem. A fotografia como captadora da imagem e do momento, os trouxe novas visões para cenas do cotidiano.

A fotografia suaviza a dura realidade das crianças, especialmente a das meninas que sabiam que um futuro nada generoso às esperava. A prostituição é uma ameaça constante em suas vidas. Por convenção familiar ou por exclusão social, as crianças fizeram da fotografia um escapismo do real. Os momentos com a câmera abstraiam a realidade e traziam momentos de esperança.

É um documentário sensível, belo, revelador e captador de uma realidade que por muitos é desconhecida. Ficamos sempre com as imagens distorcidas das novelas e nos contentamos a ver o que é esteticamente politicamente correto. A dura realidade das crianças indianas que nascem no bairro da luz vermelha é um alerta de que pequenas iniciativas como a da fotógrafa, podem trazer um pouco de luz e um sorriso no rosto daqueles pequeninos sofridos. Ele capta sobre o talento desperdiçado em meio à pobreza, sobre o poder da compaixão e da indiferença. Deixa o espectador pensando que é um trabalho que deve ser imitado por pessoas que acreditam que a esperança existe, mesmo que todas as circunstâncias levem a crer o contrário.



Leia mais em: http://www.webartigos.com/artigos/resenha-do-filme-nascidos-em-bordeis/118093/#ixzz3qRmHwBrp

 

Cine Clube Praça do Relogio Apresenta:
Documentário-- Nascidos em Bordéis: crianças da luz vermelha de Calcutá

Data:03 de Novembro (Terça-Feia), às 22h

Local: Galeria Olho de Águia (CNF 01, Edifício Praiamar, Loja 12 – Taguatinga Norte)

 

Contato:99962575

Entrada franca.

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