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09/11/2012 07:36
Um Olhar sobre o Brasil. A Fotografia na constru??o da Imagem da Na??o Abertura: 12 de novembro de 2012 - Local:Instituto Tomie Ohtake Av. Faria Lima,

 INSTITUTO TOMIE OHTAKE

 
APRESENTA
 
Um Olhar sobre o Brasil. A Fotografia na construção da Imagem da
Nação
 
Abertura: 12 de novembro de 2012 - até 27 de janeiro de 2013
 
Com mais de 400 imagens vindas de diferentes acervos públicos e coleções privadas,
a Fundación Mapfre, com a colaboração do Instituto Tomie Ohtake, realiza a
exposição “Um olhar sobre o Brasil. A Fotografia na construção da Imagem da
Nação”. O projeto inédito, de pensar 170 anos de história do país (1833-2003) a partir
do registro fotográfico, tem curadoria do especialista em história da fotografia Boris
Kossoy e curadoria adjunta da antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz.
 
Com cenografia assinada por Daniela Thomas e Felipe Tassara, a mostra percorre
caminhos de luz e sombra, costurando história e iconografia. Tomando como ponto
de partida o momento próprio de invenção da técnica fotográfica, a exposição revisita
o olhar “científico” que guiava as expedições estrangeiras, o gosto de D. Pedro
II pelo novo suporte e os registros de revoltas populares como a de Canudos, até
chegar à grande multiplicação de temas, ângulos, acontecimentos e reviravoltas que
compuseram o longo século 20.
 
Graças à ampla pesquisa empreendida, na qual a iconográfica também contou
com Vladmir Sacchetta, cada uma das fotografias é apresentada acompanhada por
um pequeno texto, sua micro-história, com informações que vão muito além da
tradicional legenda (título, data, autor). Ao refletir sobre as fotos escolhidas, o curador
destaca o esforço em ”valorizar o simbólico, tentar evitar a redundância, destacar o
anônimo e o cotidiano naquilo que têm de aparente e oculto, rever criticamente as
imagens conhecidas e ideologicamente comprometidas com as histórias oficiais.”
 
A mostra acompanha o lançamento do livro “Um olhar sobre o Brasil. A Fotografia
na construção da Imagem da Nação: 1833-2003” (coordenação – Boris Kossoy,
consultoria histórica – Lilia Moritz Schwarcz; pesquisa iconográfica – Boris Kossoy,
Lilia Moritz Schwarcz e Vladimir Sacchetta), volume que integra a coleção História
do Brasil Nação: 1808-2010 (Fundación MAPFRE / Grupo Santillana/ Editora
Objetiva; coordenação Lilia Moritz Schwarcz).
 
A fim de organizar o grande número de imagens, a curadoria procurou pensar o
material a partir de quatro grandes eixos temáticos: política, sociedade, cultura/
artes e cenários. Ao mesmo tempo, os 170 anos foram divididos em sete períodos,
demarcados de acordo com os principais fatos da história nacional.
 
1833–1889 | Luzes sobre o Império
1889–1930 | Urbanidade, conflitos, modernidade
1930–1937 | Ideologias, revoluções, nacionalismos
1937–1945 | Autoritarismo, repressão, resistência
 
1945–1964 | Industrialização, desenvolvimento, anos dourados
1964–1985 | Tempos sombrios
1985–2003 | O reacender das luzes
 
Escolhida como ponto de partida da exposição, a data de 1833 refere-se às
experiências precursoras de Antoine Hercule Romuald Florence (1804–1879), levadas
a efeito na vila de São Carlos (Campinas) e que o conduziram a uma descoberta
independente da fotografia, pioneira nas Américas e contemporâneas às que se
realizavam, na mesma época, na Europa.
 
Pensando ainda no século 19, Lilia ressalta os fotógrafos itinerantes que varreram o
país de ponta a ponta, motivados, a princípio, pelo desejo de conhecer esse Império
dado a costumes, climas e políticas em tudo tão distintos. “Enquanto imenso ‘gigante
tropical’ habitado por muitas raças e grupos de origens variadas, o Brasil representava
um verdadeiro porto de chegada (e de partida): um posto avançado para a observação
naturalista e científica de um concentrado natural e, ademais, racial”, escreve a
historiadora.
 
Hobby do imperador D.Pedro II, a fotografia tornou-se ferramenta para registrar um
número cada vez maior as famílias da elite, em cenas devidamente posadas. Junto
com o registro da paisagem urbana, rural e natural, os retratos de estúdio introduziram
a prática fotográfica no cotidiano das sociedades em todo o mundo.
 
Ao longo de todo o século 20 e com cada vez mais intensidade, a fotografia
tomou as páginas das revistas dos jornais, diversificou seus temas e, saindo às
ruas, acompanhou os momentos mais marcantes, alguns gloriosos, outros bastante
sombrios. De seu papel no fortalecimento do Estado Novo, à participação da FEB
na Segunda Guerra Mundial), da construção de Brasília, amplamente documentada,
à foto de multidões clamando pelas Diretas, a fotografia teve papel crucial para
imagem dos governantes que mobilizaram as massas como as dos líderes populares
Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Jânio Quadros, Leonel Brizola e Luiz Inácio
Lula da Silva.
 
”Não há como lembrar das Diretas sem recordar do instantâneo que tomou
os políticos de vários partidos, todos de braços levantados aguardando que o
fotógrafo tornasse imortal e memorável (no sentido de ficar retido na memória)
um ato resumido a poucos instantes e que seria, por si só, apagado pela lógica da
circunstância. Por isso tantas vezes é difícil separar o que de fato ocorreu e o que o
ato fotográfico imortalizou”, sugerem os curadores.
 
Técnica documental, mas também plataforma da criação e profusão de sentido,
a fotografia fez parte da construção da identidade nacional desde a época de sua
invenção, retratando, mas também contribuindo para definir costumes, numa
intrincada rede de relações. “Ela é, a um só tempo, produto e produção, reflexo
e estabilização de hábitos; reação e vanguarda; elemento cultural, mas também
argumento político, social e econômico. Nada lhe escapa assim como tudo lhe escapa,
pois a fotografia apenas finge que preenche a realidade e assim capta sua totalidade”.
 
Boris Kossoy professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, foi
diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo e do IDART - Divisão de
 
Pesquisas do Centro Cultural São Paulo criou dentro da mesma universidade NEIIM
- Núcleo de Estudos Interdisciplinares de Imagem e Memória. É membro do conselho
consultivo da Coleção Pirelli-MASP de Fotografia, entre outras instituições culturais.
Trabalhos de sua criação, como fotógrafo, encontram-se representados nas coleções
permanentes do Museum of Modern Art (N.Y), George Eastman House (Rochester,
N.Y), Smithsonian Institution (Washington, D.C.), Bibliothèque Nationale de Paris,
Museu de Arte de São Paulo, para citar alguns. É autor dos livros: Viagem pelo
Fantástico, Hercule Florence, a Descoberta Isolada da Fotografia no Brasil; Origens
e Expansão da Fotografia no Brasil - Século XIX; Fotografia e História; Realidades
e Ficções na Trama Fotográfica; Os Tempos da Fotografia: O Efêmero e o Perpétuo,
entre outros.
 
Lilia Moritz Schwarcz é professora titular no Departamento de Antropologia da
Universidade de São Paulo (USP). Foi Visiting Professor em Oxford, Leiden, Brown,
Columbia e é atualmente Global Professor pela Universidade de Princeton. É autora,
entre outros, de Retrato em branco e negro, O espetáculo das raças, As barbas do
Imperador – D. Pedro II, um monarca nos trópicos, Símbolos e rituais da monarquia
brasileira e Registros escravos. Coordenou, entre outros, o volume 4 da História da
Vida Privada no Brasil: contrastes da intimidade contemporânea, com André Botelho
Um Enigma sobre o Brasil e dirige atualmente a História do Brasil Nação. Mapfre/
Objetiva em 6volumas (Prêmio APCA, 2011).
 
Exposição: Um olhar sobre o Brasil. A Fotografia na construção da Imagem da
Nação
Abertura para convidados: 12 de novembro de 2012, às 20h
Até 27 de janeiro de 2013
De terça a domingo, das 11h às 20h – entrada franca
Patrocínio: Mapfre Investimentos
Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201 (Entrada pela Rua Coropés, 88) - Pinheiros SP
Fone: 11.2245-1900
 
Informações à Imprensa
Pool de Comunicação – Marcy Junqueira
Martim Pelisson
Fone: 11.3032-1599
marcy@pooldecomunicacao.com.br / martim@pooldecomunicacao.com.br
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GERALDO Magela parabens amigo Ivaldo pela sua luta e honestidade e carater valeu amigo
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